Jóias

Meu interesse por jóias surgiu a partir da gravura. Entre 1985 e 1992 desenvolvi uma série de gravuras onde as matrizes de cobre eram recortadas na chapa resultando em matrizes independentes. Estes pequenos recortes agrupados resultavam em combinações que geravam impressões de cópias únicas. Esta série de gravuras foi o registro de um jogo poético entre os elementos-matrizes no espaço do papel (prêmio gravura - Panorama da Arte Atual Brasileira MAM - São Paulo 1990).
As matrizes em cobre passaram a chamar minha atenção pela vida própria que possuíam e sugeriam pequenas jóias.
Nesta época passei a me dedicar também à escultura. Passei então a traduzir os acontecimentos da gravura e da escultura para as jóias, enfatizando o uso de diversos materiais e ampliando as novas famílias de peças. As técnicas utilizadas na produção são as de ourivesaria tradicional e conto sempre com parcerias na execução. No final dos anos 90 comecei a pesquisar possibilidades de articulação e movimento trazendo novo interesse às pesquisas e abrindo novas famílias de jóias com as séries 'champagne' e 'unfold'.

Arnaldo Battaglini